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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carregando com Segurança - Blogagem Coletiva

Entrando na blogagem coletiva que propôs a colega do mundo blog-mamífero Pérola, do Mamãe Antenada. Vamos ficar de olho nos Slings!!!
Copiei o texto que nossa outra querida, a Tata do Mamíferas, escreveu, porque além de estar meio sem tempo de escrever (e com uma preguicinha ;D), ela escreveu tudo que eu diria! :)
Segue as palavras dela:

"(...)
Hoje em dia, depois de muita divulgação, de muitas matérias em revistas, sites, e até programas de TV falando sobre o babywearing, usar sling parece ter 'virado moda'. Foram pipocando fabricantes por todos os lados, fazendo e vendendo slings de todos os tipos.

Se por um lado isso é legal, porque espalha por aí um hábito super bacana e saudável, que é o de manter os nossos bebês sempre juntinhos, agarradinhos com a gente, sentindo o calor do nosso corpo e ouvindo as batidas do nosso coração, prontinho pra mamar a hora que quiser, ou tirar um soninho gostoso pendurado na mamãe - ou do papai, que papai também slinga, ô se slinga!! - , por outro a popularização do sling fez com que muita gente que não entende do asssunto se atirasse a fazer de qualquer jeito e sair vendendo, sem muito compromisso com a qualidade, apenas tentando alcançar esse 'nicho de mercado' que se formou.

Gente, isso é muito, muito sério. Sling é pra ser algo bacana, gostoso, saudável. Sling mal feito, mal acabado, com argolas inadequadas, feito com tecido de má qualidade, coloca em risco aquilo que temos de mais valioso: nossos filhotes. Um sling cujo tecido não resiste ao uso contínuo, uma argola que rasga o tecido ou, pior ainda, quebra, pode acabar em uma queda feia, e em consequências tristes.

Por isso, meninas, olho vivo!! Tem muita gente por aí fabricando slings sem nem saber como se usa, copiando de fotos ou modelos que achou pela internet, usando argolas fabricadas para fins totalmente diferentes... tudo isso é muito sério. Se você está procurando um sling pra carregar seu filhote, procure, informe-se, experimente, pergunte, tome cuidado com cada detalhe. Preste atenção na qualidade do tecido, no material das argolas. Nesse site tem bastante informação de confiança, que pode te ajudar na hora de escolher o melhor carregador para usar com seu bebê.

E lembre-se: boas argolas, bons tecidos, tudo isso tem seu custo. Desconfie de slings muito baratos. Soube recentemente que se pode encontrar slings em uma rua de comércio popular aqui de São Paulo, por preços na faixa de 20, 30 reais. Outro dia, vi um para vender em uma loja de brinquedos educativos, 40 reais. Fujam! Carregadores de bebês podem ser um item um pouco mais caro, mas os de qualidade valem cada centavo do investimento. Palavra de quem tem vários em casa, todos muito bons e que nunca me deixaram na mão. (...)"

Também tenho alguns em casa que nunca me deixaram na mão (graçasàdeus). Eu e minha sogra que fizemos, escolhi o tecido muito bem escolhido e ela costurou seguindo o modelo de um que uma amiga minha fez (ela faz para vender, se quiser saber mais em aqui!). Mas se quiser um conselho, não se aventure a fazê-lo! Vale muito mais à pena comprar um de uma boa qualidade. Como já disseram: vale cada centavo!!!
Recomendo o site do slingando que também tem muita informação sobre slings!

Use sling, mas use com consciência!
Beijinhos

domingo, 30 de agosto de 2009

Slingo sim!


Outro dia li um post no mamíferas que falava do sling, que as pessoas vivem falando isso e aquilo sem conhecer e tal.
Essa semana lembrei muito dele com um "causo" que me aconteceu.
Pois bem, estava eu bela e formosa (talvez um pouco descabelada pelo vento de Floripa que insiste em nos sacudir pra lá e pra cá) fazendo compras no sacolão, Direto do Campo. Uriel estava dormindo confortavelmente no sling (pouch). Então percebi uma senhora me olhando com uma cara de cãochupandomanga. Dei um sorrisinho e comprimentei com a cabeça, aí ela não se aguentou e veio me falar: "isso é tão ruim pras costas dele", óbviamente se referindo ao sling. Falei, gentilmente que não, que era bem confortável, que não machucava, que ele gostava bastante. Ela retrucou já meio brava e me dando as costas: "a senhora é que não sabe". E foi saindo toda dona de si.
Eu deveria ter me aguentado, poderia, mas não consegui: "a SENHORA é que não sabe".
Aí mulher se voltou, já nítidamente mais brava "eu não sei? eu sou enfermeira de criança", eu bem indiferente "ah é?!", e ela: "é! e isso machuca sim as costas dele. bebês tem que se carregar assim (e fez esse gesto) pode ver como ele geme de dor quando tu coloca ele na cama...".
Eu: "não, não geme!" - e ele não geme mesmo! Até parece que o sling faz mal... e ainda completei (com uma certa ironia, confesso) "então quando ele tava na minha barriga também sentia dor nas costas?!" Ela: "sim, também machuca a tua barriga, as tuas costas...". hahaha... Aí repeti a pergunta pra coitadinha, e ela "aí não, ele tava na posição fetal!". O.o'
Falei gentilmente que ali dentro ele também estava na posição fetal, que o bebê tem bastante flexibilidade, que o sling é ótimo e fui continuar minhas compras, cuidando para manter distância da tal "enfermeira".

Que aquele papo não levaria a nada eu já sabia, mas que a ignorância humana é tão grande... afff, isso custo a aceitar! Por que insistem em discutir coisas que ignoram? Por quê?? Chegam se achando donos da verdade, com argumentos fajutos e ainda tentam se fazer ouvir dizendo que são isso ou aquilo... como se fizesse diferença. Não consigo entender, sério!
Também não sou dona de nenhuma verdade, a não ser a minha. Usar ou não um sling?? Em verdade vos digo, tem coisa bem pior... mas o fato é que cada dia mais acho que esse mundo tá do avesso (e tá!).

Imagens: Nas duas fotos o Uriel está dormindo no sling, bem tranquilo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

* "Deus salve estas mamíferas"


"
Somos mais que mães que discutem maternidade. Estamos além do rótulo de mães alternativas e naturebas. Esculpimos um novo feminismo, com as conquistas das feministas e o resgate da mulher tradicional.
De nós foi tirado o direiro de parir da maneira mais orgânica: de cócoras. Foi lá no iluminismo francês quando a Rainha Vitória foi deitada para que o rei assitisse a seu parto. Logo depois as mulheres começaram a precisar de anestésicos e os irmãos de sobrenome fórceps fizeram história com seu aparelhos de extrair bebês.

Deitamos com as entranhas limpas, os pêlos raspados para que um homem fizesse nosso parto de maneira mais higiênica e visível. Para facilitar a saída do bebê fomos multiladas em nosso órgão mais sensível. Perdemos a conexão com a Terra, com sua gravidade e força dos nossos pés plantados no chão. Desconectamos com Deus quando nossas cabeças se deitaram em uma postura de passividade. Historicamente perdemos o sagrado direito de parir.

E as feministas nas ruas na década de 60, pregaram a nossa liberdade sexual e direitos iguais que nos fizeram iguais aos homens em seus defeitos. Fomos para o mercado de trabalho e com a pílula perdemos a conexão com nossos ciclos naturais e toda a intuição que nos dava poderes especiais. Nossos filhos foram para escolas e começamos a padecer do mal da TPM, da menopausa precoce, da vida desconectada da grande Mãe Gaia.

Nós mulheres, as grandes responsáveis pela mudança de cultura, ensinamos nossos filhos a serem precocemente independentes. A lacuna da separação da hora do parto, às vezes, penso ser a síndrome do pânico, grande mal desta era. Não fomos abraçados pelas entranhas de nossas mães, não vencemos nossa primeira batalha e fomos separados do colo materno em nosso primeiro choro solitário e frio, calado às vezes por um bico artificial.

Nosso peito e presença foram trocados por de borracha e silicone, gerando mais lixo para nossa Mãe Terra. O perfeito alimento de nossas mamas, abandonado por um pó artificial de outro animal, enriquecido com mil vitaminas e desprovido de amor.

Os panos que prendíamos nossos filhos junto do corpo trocados por carrinhos que viram o olhar da criança para longe de suas mães, o universo mais lindo que precisam olhar. E as histórias contadas por aquela melodiosa voz conhecida trocada por um aparelho que coloca imagens prontas e histórias com vozes esganiçadas e frenéticas. Trocamos nossas presenças por presentes que geram ainda mais lixo para o planeta.

Aquela deliciosa comida substituída por papas processadas e esquentadas em um aparelho que gera ondas altamente maléficas. Nossos filhos não conhecem vacas, galinhas, macacos, que não sejam em zoológico ou documentários e poucos sabem os nomes das frutas naturais e que não nascem em caixinhas.

O que fazemos aqui é resgatar este feminismo oprimido, a consciência de nossa responsabilidade enquanto mães de estar presentes, de participar da educação e oferecer um desenvolvimento mais natural e harmônico. Resgatamos a união com Terra e Céus na hora do parto, a ecologia da dança sagrada dos hormônios sem intervir com forças externas, de permitr que nossos filhos não fiquem com a lacuna do não acalanto de seu primeiro choro e não sofram as terríveis invasões de seus corpos pequenos e indefesos.
Somos o que se pode chamar de paleolíticas modernas, mulheres que reinventam a profissão para ficar mais tempo com os pequenos, que reinventam a vida para oferecer um dia-a-dia mais natural. Mulheres que lutam por uma amamentação prolongada deixando de usar chupetas e mamadeiras.

Somos loucas questionadoras em um mundo de gente que segue a corrente mecanicista. Resgatamos nosso adjetivo mais belo: mamíferas!"

Kalu Gonçalves - blog mamíferas

*(Desde a primeira vez em que o li, amei esse texto. Ele vive ecoando dentro de mim, batendo forte junto com meu coração. Quem dera todas as mães pudéssem lê-lo (e senti-lo). Kalu, muito grata por esses teus escritos perfeitos!)

Foto: Mamãe Lívia (a que vos escreve) e Uriel (5 meses e meio), por mim mesma.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sling... slingando...


E
u slingo, tu
slingas, ela slinga!
N
ós slingamos, vós slingais, eles slingam!

V
ocê slinga???


...


N
ossa, que maravilha de invenção é esse sling! E
coisa tão simples aos olhos de quem vê. Mas de grande transcendência aos olhos de quem usa! ;)
Sim, porque pode parecer um troço hiper complicado e esquisito, cheio de nós e coisarada. Mas a verdade por trás daqueles 4,5m de pano é muito maior.

O Sling é a maneira mais fácil e natural de integrar seu filho à sua vida diária, com todos os seus afazeres. Além de ser um troço super prático!

Benefícios para seu bebê???

- Choram menos! (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia);
- São mais saudáveis! (ganham peso mais rápido, tem melhor habilidade motora, coordenação, maior tonificação muscular e senso de equilíbrio);
- Tem uma melhor visão do mundo! (bebês em carrinhos vem o mundo a altura dos joelhos de um adulto);
- Dá mais segurança. O bebê tem acesso a comida, calor e amor. (e fica mais reservado e protegido);
- Ganham independência mais rapidamente!
- Dormem melhor! (mais rapidamente e por períodos mais longos);
- Aprendem mais! (não são super-estimulados, mas calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor);
- São Mais felizes! (se sentem mais amados e seguros);

Benefícios para você???

- Melhora a comunicação entre os dois, já que você se sintoniza com os gestos e expressões dele.
- Cria pais mais auto-confiantes. Não há nada melhor que ter um bebê calmo e contente graças a que você sabe atender suas necessidades.
- É conveniente. Não há incomodidades nem complicações como ter que carregar um bebê-conforto num braço e o bebê no outro.
- Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, andar de ônibus e conseguir se segurar sem problemas (a maioria dos motoristas não esperam as pessoas com crianças no colo sentarem para arrancar), etc.
- É saudável para você. Permite que você saia para caminhar e respirar ar puro!
- Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar.
- Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro.
- Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido.
- Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro, brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade.
- É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.

É ótimo usar slig. Uso com o Uriel desde que ele nasceu, e não sei como uma mãe consegue sair de casa sem um apetrecho desse tipo. Sério, é muito menos sofrimento! Às vezes não coloco o Uriel no sling e saio com ele no colo, nossa, fico com muita dor nos braços e principalmente nas costas. Isso que sou mãe, isto é, ser acostumado a carregar (atualmente) 9 kg pelo mundo a fora... :)

Existe vários tipos de sling (na verdade só conheço 3 mas acho que existem mais...).

Eles são:

-Sling de Argola: Um longo pedaço de pano que passa sobre um ombro e se ajusta entre 2 argolas. O bebê fica ali, tipo numa redinha... esse nunca usei.

-Wrap sling: Um pedaço de tecido de 4,5m x 70cm (+/-), que se amarra a redor do corpo da pessoa que carrega. Existem várias maneiras de amarrar, e o peso fica melhor distribuído pois utiliza os dois ombros do carregador. É muito confortável e suporta bebês de todos os tamanhos (geralmente crianças de até 4 anos ou 22kg). Permite a amamentação mais discreta. Meu fiél de guerra é desse tipo, roxo. Uso até hoje, muito! E não sei o que seria das minhas costas e braços sem ele (na verdade sem eles, porque são 3, iguais!)... :)

-Pouch sling: É basicamente um longo aro de tecido, dobrado no meio, o que cria uma espécie de bolsa para colocar o bebê. Se usa sobre um ombro só. São de uso muito simples e o bebê pode ser amamentado quando está nele. Fiz um desses essa semana e tô gostando bastante. É mais fácil de colocar e tirar o Uriel. E é bem mais bonitinho estéticamente. Mas o Wrap é o vencedor, distribui melhor o peso e não o troco por nada! hehehe...

Então, mais do que recomendado!

Se o bebê fica agoniado ali todo amarrado??? Nossa, o Uriel ADORA!!! Quando me vê colocando já começa a gritar de alegria. E dos bebês que conheço que usam, nenhum reprova... e olha que não são poucos, hein?!

Quer saber mais? Visite: www.slingando.com

(fonte www.slingando.com)



...

"É tão bom estarmos juntos, e tão simples, num dia perfeito."

(Legião Urbana)

...


Bora Slingar?!?!

Aquele abraço...