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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eis a raposa...

"Assim o principezinho cativou a raposa. Mas quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
-Ah! Eu vou chorar!"


"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... "
 (...)
"Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

E a raposa depois ainda explica que é preciso ser paciente e que só se vê bem com o coração, pois o essencial é invisível aos olhos. Por fim, após serem mútuamente cativados, ela também explica ao principezinho que nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E que cativar significa criar laços, nunca nós.
Creio que tenho uma raposa que me é única no mundo. Creio que todos temos. E a minha também me explica que é preciso ser paciente. Ela me ensina a ser. Tento ser por ela!
Só espero não precisar chorar e nem dizer-lhe adeus...

...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Devemos SER a mudança que queremos ver no mundo"

Diante de um acontecimento tão absurdo como foi o que aconteceu em uma escola no RJ há alguns dias atrás, um grupo de mães escreveu uma carta. Sem temos a intenção ou pretensão de saber, entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. 
Foi apenas a dor que as levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor é capaz de transpassar qualquer tipo de barreira.


"O presente, um dia foi uma criança.
As crianças são o futuro."
"Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?
Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!
Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ."

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

*Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.
Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.
Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.
Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

**A frase do título é de Mahatma Gandhi

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/


 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aqueles que amamos estão sempre com a gente!

Lívia e Bruno Prestes


4 anos já?!
Parece que nunca passa, nunca passará...
Dia da mentira que vi a pior verdade acontecer...
Esse buraco aqui no meu peito algum dia será que vai cicatrizar? Por que a cada dia parece abrir mais? Diziam que o tempo curava, mas não cura nada não... apenas tira o incurável do foco.

Sou muito grata por ter recebido um  anjo chamado Uriel (anjo do amor) em minha vida quando mais precisava. Mas juro que não passo um dia sem lembrar de ti... de te imaginar com ele, brincando, sorrindo...

Te amo, muito. Eternamente.
E um dia a gente se encontra de novo, meu irmão, um dia... mas não agora, não hoje. Ainda tenho muito por fazer por aqui.
Só te peço ajuda, me ajuda a ter força, a seguir em frente firme, sem desistir, como várias vezes já pensei e chorei por ter pensado isso.
Segura na minha mão e me guia, tu que daí de cima tem uma visão melhor desse emaranhado angustiante.

É estranho conhecer teu anjo e chorar por isso...
 

Bruno Prestes - (05/05/87  - 01/04/07)


"Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer."

Prometo continuar tentando, mas preciso confessar que às vezes é beeem difícil.

 Bruno e Lívia - Sinuello, dez/2005


"És parte ainda do que me faz forte
E pra ser honesto só um pouquinho infeliz... 
Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem..."

TE AMO, e morro, morro, morro de saudade!
Lágrimas nos olhos, muitas, de amor e falta de ti!

sábado, 27 de novembro de 2010

Borboletas


"É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas." 

Saint Exupéry     

...
As lagartas sempre existirão, mas como conheceríamos as borboletas sem elas?
Acho que essa frase do livro "o pequeno príncipe", de Exupéry, resume muitas das situações que passamos. Isso é, quanto maior a difículdade maior a recompensa. Como é para uma flor (no caso do livro uma rosa) aguentar algumas lagartas, mas depois vem a recompensa de ver as borboletas lindas e formosas voando felizes. Se não suportamos o que nos é apresentado, se sempre desistimos do caminho na metade, como beberemos da fonte que está no final?
O sacrifício (sacro ofício, ou ainda, ofício sagrado) mais bem recompensado é aquele que fazemos de coração, sem esperar nada em troca. Porque algumas lagartas podem estar ali, mas no final não se tornarão borboletas. Porém, valeu a intenção da semente*. Então, sem esperar ver borboletas no final, suportemos essas lagartas. Porque na verdade aquilo que precisamos sempre acontecerá, às vezes não da forma como queremos que seja, mas sim da forma como tem que ser.

Eu tô aqui, suportando as minhas lagartas... e você?





*SE NÃO HOUVER FRUTOS
VALEU A BELEZA DAS FLORES
SE NÃO HOUVER FLORES
VALEU A SOMBRA DAS FOLHAS
SENÃO HOUVER FOLHAS
VALEU A INTENÇÃO DA SEMENTE.
Maurício Francisco Ceolin.                    

Foto: Eu com uma borboleta amiga. :)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Índios

ÍNDIOS- Legião Urbana

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha

Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.

Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer você de volta pra mim
E quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.

E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes...

Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.

Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer você de volta pra mim
E quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.

E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

...


Às vezes a saudade explode tão forte que não dá de segurar...

Culpa...

Tô tão triste comigo mesma.
Triste porque percebo o quanto me falta de paciência. E o quanto isso me martiriza e dói.
Essa noite foi bem difícil. Uriel tá meio adoentadinho e não dormia. Não tinha jeito! Eu dava peito, ele cochilava e quando largava o mamá acordava chorando. Tentei de tudo, cantei, embalei, trouxe pra sala e brincamos, contei histórinhas, dei mais mamazinho, fiz carinho, troquei a fralda...nada deu muito certo! E pra completar quando resolvi chamar o Giu porque já não tava mais dando conta ele estava com hipoglicemia (ele tem diabetes).
Surtei! Eram quase 3:00 da manhã, eu já estava tão cansada, tão fora de mim... deixei os bichões tomarem conta, gritei, briguei, chorei...

Aí dei mel pro Giu melhorar, demorei mais um pouco e consegui fazer o Uriel dormir e apaguei!

Nada justifica meu descontrole. Nenhum dos dois tinha culpa! Mas cansaço é cruel! Tira a gente do eixo e enche de remorso por tais ações.

Desculpa Giu!
Desculpa, mais ainda, filho!

Amo vocês... (grata por me aturarem)


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

* "Deus salve estas mamíferas"


"
Somos mais que mães que discutem maternidade. Estamos além do rótulo de mães alternativas e naturebas. Esculpimos um novo feminismo, com as conquistas das feministas e o resgate da mulher tradicional.
De nós foi tirado o direiro de parir da maneira mais orgânica: de cócoras. Foi lá no iluminismo francês quando a Rainha Vitória foi deitada para que o rei assitisse a seu parto. Logo depois as mulheres começaram a precisar de anestésicos e os irmãos de sobrenome fórceps fizeram história com seu aparelhos de extrair bebês.

Deitamos com as entranhas limpas, os pêlos raspados para que um homem fizesse nosso parto de maneira mais higiênica e visível. Para facilitar a saída do bebê fomos multiladas em nosso órgão mais sensível. Perdemos a conexão com a Terra, com sua gravidade e força dos nossos pés plantados no chão. Desconectamos com Deus quando nossas cabeças se deitaram em uma postura de passividade. Historicamente perdemos o sagrado direito de parir.

E as feministas nas ruas na década de 60, pregaram a nossa liberdade sexual e direitos iguais que nos fizeram iguais aos homens em seus defeitos. Fomos para o mercado de trabalho e com a pílula perdemos a conexão com nossos ciclos naturais e toda a intuição que nos dava poderes especiais. Nossos filhos foram para escolas e começamos a padecer do mal da TPM, da menopausa precoce, da vida desconectada da grande Mãe Gaia.

Nós mulheres, as grandes responsáveis pela mudança de cultura, ensinamos nossos filhos a serem precocemente independentes. A lacuna da separação da hora do parto, às vezes, penso ser a síndrome do pânico, grande mal desta era. Não fomos abraçados pelas entranhas de nossas mães, não vencemos nossa primeira batalha e fomos separados do colo materno em nosso primeiro choro solitário e frio, calado às vezes por um bico artificial.

Nosso peito e presença foram trocados por de borracha e silicone, gerando mais lixo para nossa Mãe Terra. O perfeito alimento de nossas mamas, abandonado por um pó artificial de outro animal, enriquecido com mil vitaminas e desprovido de amor.

Os panos que prendíamos nossos filhos junto do corpo trocados por carrinhos que viram o olhar da criança para longe de suas mães, o universo mais lindo que precisam olhar. E as histórias contadas por aquela melodiosa voz conhecida trocada por um aparelho que coloca imagens prontas e histórias com vozes esganiçadas e frenéticas. Trocamos nossas presenças por presentes que geram ainda mais lixo para o planeta.

Aquela deliciosa comida substituída por papas processadas e esquentadas em um aparelho que gera ondas altamente maléficas. Nossos filhos não conhecem vacas, galinhas, macacos, que não sejam em zoológico ou documentários e poucos sabem os nomes das frutas naturais e que não nascem em caixinhas.

O que fazemos aqui é resgatar este feminismo oprimido, a consciência de nossa responsabilidade enquanto mães de estar presentes, de participar da educação e oferecer um desenvolvimento mais natural e harmônico. Resgatamos a união com Terra e Céus na hora do parto, a ecologia da dança sagrada dos hormônios sem intervir com forças externas, de permitr que nossos filhos não fiquem com a lacuna do não acalanto de seu primeiro choro e não sofram as terríveis invasões de seus corpos pequenos e indefesos.
Somos o que se pode chamar de paleolíticas modernas, mulheres que reinventam a profissão para ficar mais tempo com os pequenos, que reinventam a vida para oferecer um dia-a-dia mais natural. Mulheres que lutam por uma amamentação prolongada deixando de usar chupetas e mamadeiras.

Somos loucas questionadoras em um mundo de gente que segue a corrente mecanicista. Resgatamos nosso adjetivo mais belo: mamíferas!"

Kalu Gonçalves - blog mamíferas

*(Desde a primeira vez em que o li, amei esse texto. Ele vive ecoando dentro de mim, batendo forte junto com meu coração. Quem dera todas as mães pudéssem lê-lo (e senti-lo). Kalu, muito grata por esses teus escritos perfeitos!)

Foto: Mamãe Lívia (a que vos escreve) e Uriel (5 meses e meio), por mim mesma.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Saudade sem fim...


Não me deixe esquecer teus olhos e teu olhar.
Não me deixe nunca esquecer dos nossos filmes favoritos (O Rei Leão em primeiro lugar!), das nossas brincadeiras (de Cavaleiros do Zodíaco, né Seiya), das nossas criações (e eu que sou obdigdó! ;D).
Me faz lembrar pra sempre do teu rosto, do teu sorriso, da tua voz, do teu cheiro (e até do cheiro de chulé do teu tênis molhado). Das tuas piadas e perguntas sem nexo (e sempre "do nada").
Me faz esquecer que aquele dia da mentira não foi uma mentira, que já se passaram dois anos, que a tríade foi quebrada.
M
e ajuda a entender essa dor que nunca passa... nunca passará!

M
e ajuda a ser forte, a encontrar a compreensão.

E
u quero compreender. Eu tento, juro. Até pensei que já tinha conseguido isso... mas não! Porque se essa compreensão realmente existisse acho que não doeria mais. Não desse jeito, não assim me corroendo. Dor sem fim!

Tudo o que mais peço e mais quero é que tenhas conseguido descansar como querias. Daqui a pouco a luta recomeça. Daqui a pouco estamos juntos de novo.
Sinto muito a tua falta. Nunca, nem uma semana sem falar contigo pelo menos. Agora já se foram 2 anos, 3 meses e 24 dias que não ouço tua voz, não vejo teus olhos verdes sorrindo, não sei onde estás. E dói tanto, sufoca tanto...
N
aquela noite uma parte de mim foi embora contigo.


T
e amo muito, pra sempre!
Saudade de ti meu irmão, meu mano Choco-Love...

"És parte ainda do que me faz forte
E pra ser honesto só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem..."


Foto: eu e Bruno, meu irmão-anjo...