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quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Devemos SER a mudança que queremos ver no mundo"

Diante de um acontecimento tão absurdo como foi o que aconteceu em uma escola no RJ há alguns dias atrás, um grupo de mães escreveu uma carta. Sem temos a intenção ou pretensão de saber, entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. 
Foi apenas a dor que as levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor é capaz de transpassar qualquer tipo de barreira.


"O presente, um dia foi uma criança.
As crianças são o futuro."
"Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?
Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!
Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ."

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

*Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.
Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.
Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.
Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

**A frase do título é de Mahatma Gandhi

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/


 

domingo, 30 de janeiro de 2011

III Bazar Coisas de Mãe


Oi gente!!
Tenho uma novidade muito legal!!
Participo de um grupo de e-mails de mamães muito especiais, e duas delas, a Ligia (minha quase xará)  e a Sheila são organizadoras do Bazar Coisas de Mães. E ele já está na sua terceira edição!

A idéia dele é muito legal, são mamães empreendedoras que expõe seus trabalhos, produtos e serviços na companhia de seus filhos! Maravilhoso, né?! Mulheres que arrumaram um jeito de fazer o que amam ao lado de quem amam evitando a separação dos filhos em idade precoce e evitando possíveis traumas.

A idéia do Bazar "surgiu a partir da vontade de duas mães, ambas biólogas, de reunir um grupo de mulheres conectadas pelos mesmos ideais e princípios de maternidade consciente, que produziam seus artigos em casa na companhia de seus filhos, em um evento que unisse trabalho e prazer. Assim, Sheila Martins Medeiros, mãe do Caetano, e Ligia Moreiras Sena, mãe da Clara, começaram a organizar um evento que permite que as mães possam expor e vender seus produtos, que as crianças possam se divertir num ambiente acolhedor, que as famílias possam trabalhar juntas e que todos, juntos, possam formar um grupo unido pelos mesmos princípios: a defesa do parto humanizado e da maternidade e paternidade conscientes. O interesse não é o comércio pelo comércio e, sim, comercializar itens personalizados, bonitos e úteis em um espaço onde possam ser realizadas palestras e bate-papos sobre temas relacionados à maternidade, e que sirva como ponto de encontro para pessoas com ideias semelhantes." - retirado do site do Bazar Coisas de Mãe


Nessa terceira edição a Doce Grão vai participar!
Bom, pra quem ainda não conhece, a Doce Grão é uma idéia, ou melhor, um sonho, que o Bazar estará dando a oportunidade de concretizar, devagarinho, passo a passo vamos concretizando esse sonho de montar uma confeitaria integral. Sempre gostei da cozinha e acredito muito que cozinhar é uma arte, cujo principal ingrediente é o Amor. Quando o Uriel nasceu me vi no dever de dar-lhe uma alimentação saudável. Foi quando percebi o quanto é difícil hoje em dia manter uma alimentação desse tipo. Então surgiu a idéia de fazer um apanhado de receitinhas gostosas e integrais, que costumo fazer aqui em casa, e disponibiliza-las para outras pessoas que também buscam esse tipo de alimentação. Incentivada por minha amiga-hermana-sócia (a Marília) e pelo amor por meu filho surgiu em mim essa inquietude de buscar compartilhar esses produtos integrais - doces e salgados - fazendo a vida de todos naturalmente mais doce. Em nossos produtos procuramos utilizar ingredientes integrais e orgânicos, fazendo deles alimentos para o corpo e para a alma.

Portanto, sirvam-se! Estaremos vendendo pães integrais, bolos delíciosos, sucos naturais, tudo com muito amor para deixar esse dia ainda mais gostoso.  

Agradecemos infinitamente a oportunidade dada pelas meninas, de certeza o Bazar será um sucesso!!!
Beijinhos e nos vemos lá dia 26/02/2011, das 14h às 20h, no SESC - Cacupé!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

* "Deus salve estas mamíferas"


"
Somos mais que mães que discutem maternidade. Estamos além do rótulo de mães alternativas e naturebas. Esculpimos um novo feminismo, com as conquistas das feministas e o resgate da mulher tradicional.
De nós foi tirado o direiro de parir da maneira mais orgânica: de cócoras. Foi lá no iluminismo francês quando a Rainha Vitória foi deitada para que o rei assitisse a seu parto. Logo depois as mulheres começaram a precisar de anestésicos e os irmãos de sobrenome fórceps fizeram história com seu aparelhos de extrair bebês.

Deitamos com as entranhas limpas, os pêlos raspados para que um homem fizesse nosso parto de maneira mais higiênica e visível. Para facilitar a saída do bebê fomos multiladas em nosso órgão mais sensível. Perdemos a conexão com a Terra, com sua gravidade e força dos nossos pés plantados no chão. Desconectamos com Deus quando nossas cabeças se deitaram em uma postura de passividade. Historicamente perdemos o sagrado direito de parir.

E as feministas nas ruas na década de 60, pregaram a nossa liberdade sexual e direitos iguais que nos fizeram iguais aos homens em seus defeitos. Fomos para o mercado de trabalho e com a pílula perdemos a conexão com nossos ciclos naturais e toda a intuição que nos dava poderes especiais. Nossos filhos foram para escolas e começamos a padecer do mal da TPM, da menopausa precoce, da vida desconectada da grande Mãe Gaia.

Nós mulheres, as grandes responsáveis pela mudança de cultura, ensinamos nossos filhos a serem precocemente independentes. A lacuna da separação da hora do parto, às vezes, penso ser a síndrome do pânico, grande mal desta era. Não fomos abraçados pelas entranhas de nossas mães, não vencemos nossa primeira batalha e fomos separados do colo materno em nosso primeiro choro solitário e frio, calado às vezes por um bico artificial.

Nosso peito e presença foram trocados por de borracha e silicone, gerando mais lixo para nossa Mãe Terra. O perfeito alimento de nossas mamas, abandonado por um pó artificial de outro animal, enriquecido com mil vitaminas e desprovido de amor.

Os panos que prendíamos nossos filhos junto do corpo trocados por carrinhos que viram o olhar da criança para longe de suas mães, o universo mais lindo que precisam olhar. E as histórias contadas por aquela melodiosa voz conhecida trocada por um aparelho que coloca imagens prontas e histórias com vozes esganiçadas e frenéticas. Trocamos nossas presenças por presentes que geram ainda mais lixo para o planeta.

Aquela deliciosa comida substituída por papas processadas e esquentadas em um aparelho que gera ondas altamente maléficas. Nossos filhos não conhecem vacas, galinhas, macacos, que não sejam em zoológico ou documentários e poucos sabem os nomes das frutas naturais e que não nascem em caixinhas.

O que fazemos aqui é resgatar este feminismo oprimido, a consciência de nossa responsabilidade enquanto mães de estar presentes, de participar da educação e oferecer um desenvolvimento mais natural e harmônico. Resgatamos a união com Terra e Céus na hora do parto, a ecologia da dança sagrada dos hormônios sem intervir com forças externas, de permitr que nossos filhos não fiquem com a lacuna do não acalanto de seu primeiro choro e não sofram as terríveis invasões de seus corpos pequenos e indefesos.
Somos o que se pode chamar de paleolíticas modernas, mulheres que reinventam a profissão para ficar mais tempo com os pequenos, que reinventam a vida para oferecer um dia-a-dia mais natural. Mulheres que lutam por uma amamentação prolongada deixando de usar chupetas e mamadeiras.

Somos loucas questionadoras em um mundo de gente que segue a corrente mecanicista. Resgatamos nosso adjetivo mais belo: mamíferas!"

Kalu Gonçalves - blog mamíferas

*(Desde a primeira vez em que o li, amei esse texto. Ele vive ecoando dentro de mim, batendo forte junto com meu coração. Quem dera todas as mães pudéssem lê-lo (e senti-lo). Kalu, muito grata por esses teus escritos perfeitos!)

Foto: Mamãe Lívia (a que vos escreve) e Uriel (5 meses e meio), por mim mesma.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O que não sou no universo mamífero/materno, arrisco, mas gostaria de ser?



Bom, lá no blog das mamíferas elas responderam um meme cuja idéia era "O que vocês não são no universo mamífero/materno, arriscam, mas gostariam de ser?". Aí elas deixaram para cada uma que quisesse responder. Como sou abelhuda vou responder aqui... :)

O que não sou...


-Organizada:
Não consigo! Não consigo fazer comida "no horário" de comer (se bem que pra mim, horário de comer é quando se tem fome, mas isso pode ser só uma desculpa para alimentar mais ainda esse meu defeito... :P). Não consigo ter a pia sem louça, a cama arrumadinha, a mesa do computador desobstruída... heueheuheu... somos três bagunceiros assumidos aqui em casa!
Também tenho um sério problema de falta de continuidade nos meus propósitos... começo uma coisa e geralmente não termino! Já comecei aula de desenho, web designer, violão, dança de salão, artes marciais, yoga... Comecei a pintar camisetas, fazer bombons, dar aulas de dança... nunca continuo as coisas! Sempre perco o interesse rapidinho... ai tristeza! Acho que esse é o pior ponto como mãe! Sempre leio que bebês precisam de rotinas... tadinho do Uriel!

Arrisco...

-Fotógrafa: Ahhh, amo tirar fotos! Ainda mais agora com um modelo tããão perfeito como é meu anjinho. :) Mas por culpa da minha desorganização as pilhas da máquina geralmente são guardadas descarregadas... '¬¬ Mas fora isso, até que sou boazinha com a lente! Queria uma máquina bem profi!!! *To aceitando doações!* :P

-Cozinheira: apesar dos pesares até que mando bem na cozinha. Os grudes até que ficam "comíveis". Se bem que marido e filho são suspeitos... gosto mais de cozinhar doces (pq doce nunca sai ruim... ehuehueheu) e tenho os adoçado geralmente com mel e mascavo. Açúcar branco a gente não usa desde que começamos a morar juntos (há uns 3 ou 4 anos atrás). Já tentei stévia também... hmmm, bommm... :)

Gostaria de ser...

-Costureira:
queria aprender a costurar, muito! Queria fazer nem que fossem coisinhas simples tipo sling, fraldas de pano, bonequinhos... às vezes faço uns bichinhos a mão mesmo pro Uriel, e ele adora! Ainda vou ter uma máquina de costura pra meter a mão na massa, ou melhor nos panos...
;)

-Mais paciente: não sou do tipo estressada, já fui, mas creio ter chegado num nível mais tranquilo. Porém, tem vezes que estou cansada, as pilhas do neném não acabam e o marido nem trinta para me ajudar... tenho vontade de sair gritando e fugir! Mas respiro e seguro a barra, quando não dou uns "sacodes" no Giu pra ver se ele cria mais iniciativa como pai. Talvez seja só muita exigência minha, talvez ele faça o que ele pode, talvez sejam os olhos com que enchergo a situação me colocando como vítima. Mas talvez não...

-Menos ciumenta: ai, eu confesso: sou bem ciumentinha! Acho bem feio e chato, e não acho que ter ciúme é cuidar do que é meu. Acho que ter ciúme é ter insegurança. Não gosto que fiquem pegando o Uriel, eu até deixo pra conseguir me trabalhar. Mas fica o "bichão" me moendo aqui dentro... ai, sou uma mãe ciumenta, mas acho isso tão tristel! Também sou uma esposa ciumentinha... ai que saco! Mas estou trabalhando isso dentro de mim, aliás, o ciúme e a insegurança.

Acho que era tudo uma pergunta só, mas acabei dividindo.
Acho que é isso.
T
inha que passar para 5 pessoas. Mas nem vou... quem quiser responder responde e depois me conta ;)

Beijinhos

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mamadas com dor


Ai meudeusdocéu!
AMO AMAMENTAR!
Mas mais uma vez meus seios machucaram e tá doendo quando o Uriel mama... não sei se é a pegada dele que está errada todo esse tempo ou se são os bicos dos meus seios que são frágeis mesmo. Só sei que machuca e dói, mais ainda aqui dentro, porque às vezes até penso em desistir (mas não vou!).
E ouço tanto as mulheres dizerem que não sabem o que é amamentar com dor... *invejinha* hehehe...
M
as não me darei por vencida!

Não vou desmamar o Uriel! Isso só vai acontecer quando ELE não quiser mais mamar.
J
á sofri bastante com o bico dos meus seios que não colaboram, sempre machucam, sangram, formam bolhinhas... afff, mas tanto sacrifício vale a pena. Aliás, ótima palavra a ser usada: SACRIFÍCIO, afinal ela significa SACRO OFÍCIO, ou OFÍCIO SANTO. E é bem pelo que passo. Faço esse sacrifício pelo meu filhote e por mim também, porque amo amamentar!

S
ó espero que se houver um próximo bebê algum dia que venha com um par de seios novos para mim!


;)


A
lguém tem alguma fórmula naturebinha para compartilhar?!

J
á tentei bryonia tintura mãe (é tipo um própolis), mel, uma pomada de lanolina chamada Mater Care, bicarbonato, meu leite, sol (mas só tem chovido por aqui ¬¬)...

Alguém dá mais???

;)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mamadas e o sono



Em uma lista de discursão que participo está rolando o tema "sono do bebê" e várias mães tem falado sobre suas dificuldades em relação a tudo isso.
Uma amiga querida mandou esse material que achei ótimo! Concordo com tudo, cada linha!
E também meu sentir sobre o assunto é que temos que aproveitar cada momento, porque eles são únicos. Ainda mais quando se trata de nossos filhos, eles crescem tão rápido! O agora é o que vale, por isso se chama presente! Sentiremos saudades depois, e a bem verdade é que não é tão ruim assim amamentar de noite, eu ficaria bem mais preocupada se o meu filho dormisse a noite toda (na verdade já aconteceu algumas vezes nas minhas tentativas de colocá-lo para dormir no berço no quarto dele... mas acordei a noite toda para ir espiá-lo. Conclusão: fiquei exausta e o recoloquei na minha cama, juntinho de mim! ;P). O negócio é achar uma maneira que seja confortável para os dois. Eu tinha um pouco de medo de amamentar deitada, sempre sentava, pegava ele, dava de mamar, a maioria das vezes adormecia daquele jeito e acordava toda dolorida. Depois que peguei a manha de amamentar deitada foi outra coisa, dou o peito e sigo dormindo, quando vejo o Uriel já largou e tá de costas pra mim, com os pés e as mãozinhas no rosto do papai. hehehe... Quando passa a gente sente muita saudade. Não foi assim durante a gravidez? A gente não sentia enjôos, dores, cansaço... mas depois que passa não dá uma saudade do barrigão??

Cada fase é única... e temos que vivê-las plenamente! Aí está o segredo da felicidade!
Se for pra amamentar durante a noite, que seja ótimo e para o bem de todos! ;) Até porque se a gente amamenta de super mau-humor morrendo de sono e xingando deusetodomundo, que tipo de alimento estaremos dando ao nosso bebê???

Beijinhos e ótima noite com (ou sem) mamadas!

;)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O nome




Uriel - "Luz de Deus" ou "Chama de Jehová"
...


D
esde que não me lembro resolvi que teria um filho, sim um filho, com "o" no final. Eu não queria uma menininha bonequinha, queria um molequinho sapeca. Não que uma menina não pudesse vir, podia, mas minha preferência sempre foi um gurizinho.

E
desde muito pequena os nomes já estavam escolhidos "Abel" ou "Uriel"...
Quando cresci um pouco mais, conheci meu marido e depois de 3 anos engravidei. Decidimos que menina seria Bruna (hoje seria Maya) e menino Uriel. Na minha cabeça sempre tava lá "é um menino, é o Uriel" "é o meu menino Uriel". Várias pessoas olhavam para minha barriga e falavam com ar de adivinhos "pelo formato da tua barriga acho que é uma menina" ou "tua barriga tá muito assim, acho que é uma menina" e por aí vai, mas lógico que essas crendices não levam em conta que o bebê se mexe na barriga da mãe - e como mexia!!!

Meu marido um dia confessou sua preferência por uma menininha, e minha sogra mais ainda (depois de 4 filhos homens, ela queria um princesinha). Minha mãe concordava comigo que era um menino, mas acho que era para me agradar porque um dia disse que pelo formato da minha barriga também já tava começando a achar que eu tava errada. Mesmo assim eu sabia que era um menino. Eu sentia. E quer saber? Mãe sempre sabe...
...

É engraçado, Uriel nem é um nome tão estranho e quando o falo para as pessoas elas ficam me olhando com cara esquisita. Acho que esperavam nomes comuns como Thiago, Pedro, João, José, Joaquim... Nada contra esses nomes, por favor!!!
Mas ainda bem que, de vez enquando, esbarro com um bom cidadão que me ouve e diz com um sorriso "nome de anjo"! E de veras é! Nome do meu anjo... meu anjo Uriel!
...

Aquele abraço!
Foto: Uriel brincando em casa, Florianópolis/SC

terça-feira, 14 de abril de 2009

Na casa da vó...


A educação de nossos filhos é sempre uma questão que acaba pegando. Como lidar com a que não queremos dar a eles? Me explico, sou contra palmadas, palavrões, guloseimas , televisão e algumas outras coisas (pelo menos enquanto ainda são muito pequenininhos). Aqui em casa, por exemplo, eu e meu marido tentamos educar nosso filhote com a doutrina do amor, se o Uriel faz alguma coisa que não é legal explicamos para ele quantas vezes for necessário (geralmente são várias) e uma hora ele não faz mais. Quando ele se machuca, cuidamos, falamos para ele tomar cuidado com tal coisa, etc. Hora de comer é hora de comer, sem bagunça, sem brincadeiras ou brinquedos, atenção voltada ao que se está comendo. E sempre falamos com ele as palavras certinhas (sem ficar falando tudo errado, ou imitando bebês).
Até aí tudo bem. Porém, quando vamos visitar os avós do bebê é que está o problema...
Com minha mãe consigo jogar mais aberto, explicando o jeito como quero que seja com meu filho, então é mais tranquilo (o que é ótimo porque ela é quem mais nos visita). Com meu pai já é diferente, ainda mais porque tenho uma sobrinha de dois anos que mora junto com ele. Outro dia fomos visitá-los e não foi muito legal. Ela é super ciumenta, chorona e mimadinha, porque os avós fazem tudo do jeito que ela quer. Quando brigam, ameaçam de palmada (quando não dão a palmada). Chocolates, biscoitos e televisão a torto e a direito... e por aí vai!
A
té foi engraçado, eu brincando com o Uriel na sala e minha madrasta perguntou "tu não põe desenho para ele assistir?" respondi que ele não tem paciência de ficar parado na frente de uma tv. Depois do almoço ela ofereceu um danoninho pra eu dar à ele, recusei agradecendo, ela então perguntou "é de chocolate, achas que ele não vai gostar?" respondi "aí é que está o problema, ele GOSTAR!" hehehe, aí expliquei que era muito açúcar e ele muito novinho ainda... pela cara que ela me olhou acho que ganhei o troféu "mãe chata do ano". heuheueheu...

E
com os pais do meu marido também é complicado. Não tenho tanta intimidade de ficar falando essas coisas, e meu marido não fala também. O que eles fazem? Outro dia fomos almoçar lá e meu filho estava brincando, junto com meu sogro, com alguns prendedores de roupa. Uriel se machucou e deu uma choradinha, meu sogro pegou os prendedores e jogou dizendo "bobos", ou então ficava ensinando o neném que mal fala "mamã" e "papá" a chamar tudo de
"pocaria". Além de falarem tudo errado com ele, tipo "cassolinho" para cachorro, entre outras coisas. Meu cunhado ficava ensinando meu filho a chamar o outro tio de "tio bichoquinha", minha sogra para pegar o Uriel no colo quando ele não quer ir mente que vai mostrar um bichinho para ele (meu filho adora animais!), fora que ficam fazendo um monte de brincadeiras na hora de comer aí o bebê "se empolga" e põe a mão dentro do prato, joga tudo no chão, dá tapa na colher e até se afoga com a comida. Tá, talvez eu esteja sendo chata porque afinal de contas nosso convívio com eles não é diário. Mas o Uriel tá com quase 11 meses! Tá na fase de aprender, fase "esponjinha", tudo o que vê e ouve imita e tem que ensinar certinho porque senão pra desensinar depois haja paciência... fora o nó que dá na cabecinha dele, por que uma hora é certo fazer tal coisa outra hora não? Por que na casa dos avós pode e em casa não?
S
empre acabo me frustrando um pouco nesses encontros familiares e aposto como sempre acabo saindo com o troféu master de mãe chata do ano!

J
á passaram por isso??? Algum conselho de como chegar neles, sem parecer uma ET que não assiste tv, não esquenta comida no microondas e não come açúcar branco??? ;)


É
, não é fácil... mas quem disse que seria?! ;)

A
quele abraço!

(imagem: http://www.gettyimages.com/)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Qual é a mãe mais querida???













Recebi esse e-mail e achei muito legal, então resolvi postar aqui!
Que tipo de mãe é você?? ;)

Aquele abraço!

terça-feira, 3 de março de 2009

Antes e depois de ser mãe...


Olá!
Eis que descubro a grande diferença entre o antes e o depois de ser mãe.
Antes, as bolsas combinando com os sapatos, as roupas super elegantes e na moda, maquiagens, baladas todos os finais de semana, etc etc etc (na verdade isso nunca foi muito o meu caso, mas com certeza é o de muitas mães). ;D
Depois, bolsas de bebê com bichinhos, blusa que facilite a amamentação (além do sutiã, claro!), noites mal dormidas, etc etc etc.
Mas eis um consolo: isso tudo passa!
E eis outro ainda maior: VALE MUITO A PENA!
Certa vez alguém disse "ser mãe é florescer no paraíso", ou algo assim, e realmente é!

Porém existe uma vilã, uma coisinha chamada depressão pós-parto, já ouviu falar? Então, eu ouvia muito mas sempre pensava "isso nunca vai acontecer comigo!" ou então "como alguém pode ter depressão logo que vira mãe? Não existe nada mais feliz do que ter um filho!". Pois bem, eu tive! Na verdade comecei a ter, e por sorte, percebi antes que fosse tarde demais.
Como isso acontece?
Imagine um pessoa que não dorme direito, portanto não descansa e não come direito, portanto não repõe energia. Some a isso essa mesma pessoa ter um serzinho que necessite inteiramente dela, PARA TUDO! Que às vezes chora e não se sabe o porque (e não se consegue fazer parar), que às vezes quer ficar "chupeitando" seu seio só para dormir. Sim, é maravilhoso ser mãe, porém também é super cansativo, principalmente no começo, quando os dois seres estão se conhecendo e se adaptando a tudo.
Por isso que digo, para ser mãe tem que se planejar. Tem que cristalizar em si a PACIÊNCIA! Tem que se doar e estar preparada para as adversidades, pois um grande filósofo contemporâneo já dizia "nas maiores adversidades se encontram as melhores oportunidades".
E tem que saber se auto-observar e pedir ajuda quando se está no limite, afinal esse bebê tem pai? E avó? E tia? E irmão?
Na verdade não sou adepta a ter muitas pessoas cuidando do meu filho, mas pai não pode fugir dessa responsabilidade (que é 50%/50%) ainda mais quando é pai casado com a mãe...
...

Seja mãe, mas seja consciente. Ser mãe não é apenas colocar uma vida no mundo, é colocar uma vida no mundo! É cuidar, é alimentar, é ensinar, é amar, amar, amar, amar...
Porque não adianta colocar uma vida nesse mundo e não ser mãe. A gente se quebra, mas é por algo maior.
...

"É só o amor que constrói, que fortifica, o espírito e o corpo do indivíduo."
(Guaypeka)
...

Pense...
Aquele abraço.