quinta-feira, 30 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Blogagem coletiva - o Melhor leite é o materno!
Todo mundo sabe que o melhor leite para uma criança é o materno. Pelo menos, todo mundo deveria saber. O ministério da saúde recomenda que a criança seja amamentada até os dois anos de idade ou mais. Então por que será que tantos bebês não são amamentados, tantas mães são recomendadas a dar leite artificial para seus filhos sem motivo real ou muitos casos de amamentação em locais públicos são vistos como algo repugnante?
Sinceramente não entendo...
Ontem, dia 24/06 foi o dia mundial do leite, porém creio que não o do leite materno. Então uma querida amiga, a Lígia Sena, sugeriu uma blogagem coletiva para falarmos que o melhor leite para uma criança é o leite materno! Sabe, quando me tornei mãe, voltei a ser mamífera, mas daquelas convicta dos beneficios da amamentação exclusiva e em livre demanda. Então não poderia deixar de dar esse recado aqui nesse meu espaço (que anda meio abandonado, eu sei...).
Enfrentei muitos problemas com a amamentação, aqui no blog tem alguns textos que contam um pouco tudo o que passei...
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| Uriel mamando depois do intensivão! :) |
Em casa minha querida anja Iara (hanamiga) nos ajudou na pega, mas meu peito tava enorme de leite e o Uriel não conseguia segurar o bico...
Com 9 dias ele tinha perdido muito peso e estava com febre, veredito: não estava mamando!
Fizemos um intensivão com as hanamigas Iara e Renata e deu tudo certo, o bichinho pegou o mamá e dali pra frente só alegria...
| Uriel com quase 2 anos em seu aleitamento exclusivamente materno. |
Amamentei meu filho até ele completar quase 2a 8m, pouco depois que ele largou as fraldas e se intitulou "um homem que já usa cuequinhas". :)
Durante todo esse tempo amamentar não foi tarefa fácil: quinhentas vezes meus seios sangraram; mil vezes eles ficaram machucados devido a um fungo que não me deixava em paz (minhas suspeitas para a candidíase); milhões de palpites e comentários do tipo "ele ainda mama?", "assim vai ficar muito grudado em vc!", "tem que cortar esse cordão umbilical" e outras coisas que já nem lembro mais - graçasàdeus!; vááárias noites mal dormidas, enfim! Mas no somatório final, se me perguntarem se valeu à pena vou dizer com o coração transbordante de alegria: sim, valeu muito, e mais, morrooo de saudadeeee!!! :)
Amamentei meu filho porque sempre acreditei que poderia fazer isso, sempre quis! Consegui conectar-me à mulher mamífera que carrego dentro. Fiz o que sabia que seria o melhor para meu filho. Amamentei-o de amor puro! Detalhe, Uriel só provou outro tipo de leite depois de fazer 2 anos, antes disso, só o da mamãe!
E acredito muito que quando queremos algo de todo o coração o universo conspira para que a gente consiga, às vezes não exatamente da forma como a gente quer, mas sim da forma como tem que ser.
A avó do meu marido conta que amamentou todos os seus 7 filhos exclusivo até 1 ano! E ainda deixava o desmame ser natural... teve um dos meninos que mamou até os 7 anos (mamava até de pé! hehehe).
Acreditemos em nosso poder feminino, vamos amar mais e se preocupar menos, principalmente com o que uma sociedade de valores manipulados e invertidos - falsos valores - nos coloca como regra. Regras na vida não existem, o que para um é para outro pode não ser... acredite em você e ouça seu coração, que inclusive fica entre seus dois veículos de nutrir seu filho, seja de amor seja de vida! :)
Paz e bem!
Lívia Prestes
Obs: Uma tirinha para descontrair. :)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
"Devemos SER a mudança que queremos ver no mundo"
Diante de um acontecimento tão absurdo como foi o que aconteceu em uma escola no RJ há alguns dias atrás, um grupo de mães escreveu uma carta. Sem temos a intenção ou pretensão de saber, entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu.
Foi apenas a dor que as levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor é capaz de transpassar qualquer tipo de barreira."O presente, um dia foi uma criança.
As crianças são o futuro."
"Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?
Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!
Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ."
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com
*Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.
Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.
Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.
Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!
**A frase do título é de Mahatma Gandhi
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
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