segunda-feira, 16 de março de 2009

Sling... slingando...


E
u slingo, tu
slingas, ela slinga!
N
ós slingamos, vós slingais, eles slingam!

V
ocê slinga???


...


N
ossa, que maravilha de invenção é esse sling! E
coisa tão simples aos olhos de quem vê. Mas de grande transcendência aos olhos de quem usa! ;)
Sim, porque pode parecer um troço hiper complicado e esquisito, cheio de nós e coisarada. Mas a verdade por trás daqueles 4,5m de pano é muito maior.

O Sling é a maneira mais fácil e natural de integrar seu filho à sua vida diária, com todos os seus afazeres. Além de ser um troço super prático!

Benefícios para seu bebê???

- Choram menos! (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia);
- São mais saudáveis! (ganham peso mais rápido, tem melhor habilidade motora, coordenação, maior tonificação muscular e senso de equilíbrio);
- Tem uma melhor visão do mundo! (bebês em carrinhos vem o mundo a altura dos joelhos de um adulto);
- Dá mais segurança. O bebê tem acesso a comida, calor e amor. (e fica mais reservado e protegido);
- Ganham independência mais rapidamente!
- Dormem melhor! (mais rapidamente e por períodos mais longos);
- Aprendem mais! (não são super-estimulados, mas calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor);
- São Mais felizes! (se sentem mais amados e seguros);

Benefícios para você???

- Melhora a comunicação entre os dois, já que você se sintoniza com os gestos e expressões dele.
- Cria pais mais auto-confiantes. Não há nada melhor que ter um bebê calmo e contente graças a que você sabe atender suas necessidades.
- É conveniente. Não há incomodidades nem complicações como ter que carregar um bebê-conforto num braço e o bebê no outro.
- Facilita a locomoção. Você pode caminhar por calçadas e terrenos irregulares, ruelas estreitas, subir e descer escadas, entrar a locais com muita gente sem bater em ninguém com o carrinho, andar de ônibus e conseguir se segurar sem problemas (a maioria dos motoristas não esperam as pessoas com crianças no colo sentarem para arrancar), etc.
- É saudável para você. Permite que você saia para caminhar e respirar ar puro!
- Amamentação discreta sem necessidade de buscar um lugar apropriado para sentar.
- Permite você interagir com outras crianças ou filhos e ainda assim manter seu bebê perto e seguro.
- Mãe e bebê podem sair de casa juntos! Você pode ir a qualquer lugar com seu bebê seguro e acolhido.
- Suas mãos estão livres. Você pode fazer compras, caminhar, passear, ler um livro, brincar com o seu filho maior ou ainda sair para um lindo almoço na cidade.
- É a solução natural para o sono do bebê. Você acalma e agrada seu bebê com seu calor, sua voz, seus movimentos e o batimento de seu coração.

É ótimo usar slig. Uso com o Uriel desde que ele nasceu, e não sei como uma mãe consegue sair de casa sem um apetrecho desse tipo. Sério, é muito menos sofrimento! Às vezes não coloco o Uriel no sling e saio com ele no colo, nossa, fico com muita dor nos braços e principalmente nas costas. Isso que sou mãe, isto é, ser acostumado a carregar (atualmente) 9 kg pelo mundo a fora... :)

Existe vários tipos de sling (na verdade só conheço 3 mas acho que existem mais...).

Eles são:

-Sling de Argola: Um longo pedaço de pano que passa sobre um ombro e se ajusta entre 2 argolas. O bebê fica ali, tipo numa redinha... esse nunca usei.

-Wrap sling: Um pedaço de tecido de 4,5m x 70cm (+/-), que se amarra a redor do corpo da pessoa que carrega. Existem várias maneiras de amarrar, e o peso fica melhor distribuído pois utiliza os dois ombros do carregador. É muito confortável e suporta bebês de todos os tamanhos (geralmente crianças de até 4 anos ou 22kg). Permite a amamentação mais discreta. Meu fiél de guerra é desse tipo, roxo. Uso até hoje, muito! E não sei o que seria das minhas costas e braços sem ele (na verdade sem eles, porque são 3, iguais!)... :)

-Pouch sling: É basicamente um longo aro de tecido, dobrado no meio, o que cria uma espécie de bolsa para colocar o bebê. Se usa sobre um ombro só. São de uso muito simples e o bebê pode ser amamentado quando está nele. Fiz um desses essa semana e tô gostando bastante. É mais fácil de colocar e tirar o Uriel. E é bem mais bonitinho estéticamente. Mas o Wrap é o vencedor, distribui melhor o peso e não o troco por nada! hehehe...

Então, mais do que recomendado!

Se o bebê fica agoniado ali todo amarrado??? Nossa, o Uriel ADORA!!! Quando me vê colocando já começa a gritar de alegria. E dos bebês que conheço que usam, nenhum reprova... e olha que não são poucos, hein?!

Quer saber mais? Visite: www.slingando.com

(fonte www.slingando.com)



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"É tão bom estarmos juntos, e tão simples, num dia perfeito."

(Legião Urbana)

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Bora Slingar?!?!

Aquele abraço...

terça-feira, 3 de março de 2009

Antes e depois de ser mãe...


Olá!
Eis que descubro a grande diferença entre o antes e o depois de ser mãe.
Antes, as bolsas combinando com os sapatos, as roupas super elegantes e na moda, maquiagens, baladas todos os finais de semana, etc etc etc (na verdade isso nunca foi muito o meu caso, mas com certeza é o de muitas mães). ;D
Depois, bolsas de bebê com bichinhos, blusa que facilite a amamentação (além do sutiã, claro!), noites mal dormidas, etc etc etc.
Mas eis um consolo: isso tudo passa!
E eis outro ainda maior: VALE MUITO A PENA!
Certa vez alguém disse "ser mãe é florescer no paraíso", ou algo assim, e realmente é!

Porém existe uma vilã, uma coisinha chamada depressão pós-parto, já ouviu falar? Então, eu ouvia muito mas sempre pensava "isso nunca vai acontecer comigo!" ou então "como alguém pode ter depressão logo que vira mãe? Não existe nada mais feliz do que ter um filho!". Pois bem, eu tive! Na verdade comecei a ter, e por sorte, percebi antes que fosse tarde demais.
Como isso acontece?
Imagine um pessoa que não dorme direito, portanto não descansa e não come direito, portanto não repõe energia. Some a isso essa mesma pessoa ter um serzinho que necessite inteiramente dela, PARA TUDO! Que às vezes chora e não se sabe o porque (e não se consegue fazer parar), que às vezes quer ficar "chupeitando" seu seio só para dormir. Sim, é maravilhoso ser mãe, porém também é super cansativo, principalmente no começo, quando os dois seres estão se conhecendo e se adaptando a tudo.
Por isso que digo, para ser mãe tem que se planejar. Tem que cristalizar em si a PACIÊNCIA! Tem que se doar e estar preparada para as adversidades, pois um grande filósofo contemporâneo já dizia "nas maiores adversidades se encontram as melhores oportunidades".
E tem que saber se auto-observar e pedir ajuda quando se está no limite, afinal esse bebê tem pai? E avó? E tia? E irmão?
Na verdade não sou adepta a ter muitas pessoas cuidando do meu filho, mas pai não pode fugir dessa responsabilidade (que é 50%/50%) ainda mais quando é pai casado com a mãe...
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Seja mãe, mas seja consciente. Ser mãe não é apenas colocar uma vida no mundo, é colocar uma vida no mundo! É cuidar, é alimentar, é ensinar, é amar, amar, amar, amar...
Porque não adianta colocar uma vida nesse mundo e não ser mãe. A gente se quebra, mas é por algo maior.
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"É só o amor que constrói, que fortifica, o espírito e o corpo do indivíduo."
(Guaypeka)
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Pense...
Aquele abraço.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ser mãe...


Há aproximadamente 9 meses que renasci.
Às 5 horas da manhã de uma segunda-feira, dia 19 de maio, comecei a sentir dores que pareciam ser as tais contrações. Chamei meu marido, Giuliano, que começou a preparar a casa toda para a chegada do bebê, afinal tinhamos optado pelo parto domiciliar planejado.
Às 7 da manhã ligamos para as meninas da equipe Hanami, que faríam nosso parto. E as ondam continuavam a me invadir, cada vez mais fortes e menos espaçadas. Mas estávamos tranquilos, eu e meu marido, pois sabíamos que era nosso filhote querendo vir para nossos braços.
Às 9 chega um anjo chamado Iara (enfermeira parteira) , ela apalpa minha barriga e dá o veredito "o neném está sentado, vamos ter que ir para a maternidade", pede para fazer o toque e arregala os olhos: quase 8 de dilatação!
Vamos correndo e num tempo recorde estamos na maternidade (segunda-feira às 9:30 da manhã o trânsito não é moleza)! Lá sou recebida por outro anjo chamado Joyce (outra enfermeira parteira do grupo que por acaso estava de plantão aquele dia). Ficou comigo o tempo todo, o que me deixou muito tranquila, afinal meu marido não pode entrar junto. :/
Às 10:07 da manhã chega ao mundo o pequeno anjo Uriel, sem choro, apenas o da mamãe ao vê-lo, cheira-lo, beija-lo... o dele só se ouviu ao tirarem de perto de mim... mas era necessário.

Tive que optar por uma cesárea, apesar de não ter sido o que tinhamos planejado. O importante é tentar um parto normal até o fim. Meu pequeno não estava posicionado na hora H e fui encaminhada para a maternidade. Acho q na semana anterior tentaram posicioná-lo e o sapeca voltou a sentar (em cima da minha bexiga, diga-se de passagem ;)) e também cheguei a quase 9 de dilatação na maternidade, mas o Uriel não quis saber, nasceu de bumbum do jeito que ELE queria. Na hora de ir para a maternidade até fiquei um pouco chateada pq tinhamos planejado muito um parto normal domiciliar, mas é como a Iara me disse "O parto está na nossa cabeça, não na vagina!". Então pensem que o parto normal é aquele que faz bem para o neném e para a mãe, é aquele que o neném escolhe, é aquele onde no final a mãe vai estar com seu bebezinho saudável, lindo, fofo, rosado e muito, mas muito amado no colo, com um sorrisão por dentro e por fora só de olhar para aquela coisinha, pensando "como a natureza é perfeita!". Parto normal é aquele que faz uma mulher mãe!

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Sim, uma mulher não sabe o que é ser mulher sem ter sido mãe. A maior realização é ver que se tem o dom da vida! E não só por colocar uma criança no mundo, mas por se aprender que se consegue voltar a viver, mesmo depois de achar que não se pode mais.
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"Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive já morreu"
(Quase - Luiz Fernando Veríssimo)

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Foto: Uriel, recém-nascido, na porta do centro cirúrgico (sim, é um menino, também não sei pq do cobertor rosinha... hehehe).

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Muita saúde e amor consciente à todos.
Aquele abraço!